As Tertúlias Mais Conhecidas do Colete Encarnado VFX em Vila Franca de Xira. Quando chega o Colete Encarnado, Vila Franca de Xira transforma-se numa cidade onde a tradição, a amizade e o espírito ribatejano se encontram em cada rua. Entre cavalos, campinos, esperas e largadas de toiros, música, gastronomia e muita animação, existe uma parte da Festa que merece ser conhecida de forma especial: as tertúlias.
As tertúlias tauromáquicas fazem parte da identidade de Vila Franca de Xira há várias décadas. Segundo o Município, as primeiras tertúlias tauromáquicas do concelho remontam à década de 1960 e nasceram, em grande parte, da vontade de grupos de amigos criarem espaços próprios para conviver, conversar e partilhar a paixão pela Festa Brava e pelas tradições ribatejanas.
Durante o Colete Encarnado VFX, muitas destas casas abrem as suas portas e algumas estendem o convívio para as ruas, tornando-se pontos de encontro para vilafranquenses e visitantes.
Imagem alusiva ás tertúlias de Vila Franca de Xira, com destaque para a, Cirófila, a mais antiga, fundada a 11 Novembro 1969. Foto Autor: CEVFX ColeteencarnadoVFXCirófila – uma das tertúlias históricas
Entre as tertúlias mais antigas e emblemáticas encontra-se a Cirófila, fundada em 11 de novembro de 1969. A sua história está profundamente ligada à cultura taurina e à vida cultural de Vila Franca de Xira.
Mais do que um espaço de convívio, a Cirófila teve intervenção em iniciativas importantes relacionadas com a memória da tauromaquia local, estando associada, entre outras ações, à criação do Mausoléu de José Falcão, do Monumento ao Campino e do Clube Taurino Vilafranquense.
A sua história demonstra bem como algumas tertúlias ultrapassaram o simples convívio entre amigos e passaram a desempenhar um papel na preservação da memória e da cultura da cidade.
Os Companheiros do Balde
Outra tertúlia com uma história bastante antiga é Os Companheiros do Balde, fundada em 15 de setembro de 1969.
O grupo nasceu de amizades e convívios que já existiam anteriormente, ligados a festas camperas, piqueniques e pescarias. Com o passar dos anos, esses encontros deram origem a uma organização mais estruturada, mantendo como elemento central a amizade e o gosto pelas tradições da terra.
É precisamente esta ligação entre amizade e tradição que caracteriza muitas das tertúlias de Vila Franca de Xira.
O Campino
A própria designação O Campino demonstra a importância desta figura na identidade do Ribatejo.
A tertúlia foi fundada em 17 de julho de 1977 por Carlos dos Santos, conhecido por “Passarinho”, com o objetivo de criar um espaço onde família e amigos pudessem conviver e falar sobre a vida, os costumes e as tradições das gentes do Ribatejo.
No interior da tertúlia existe um conjunto significativo de objetos relacionados com a tauromaquia e com a vida do campo, incluindo selas, chocalhos, esporas, varas de campino, fotografias, cartazes e outros elementos ligados à cultura ribatejana.
É um excelente exemplo de como uma tertúlia pode funcionar também como espaço de preservação da memória.
O Chocalho
Fundada em 1995, O Chocalho tem uma história particularmente interessante. Nasceu em Alpiarça e, em 2014, transferiu a sua sede para Vila Franca de Xira.
A tertúlia assumiu desde a sua origem a defesa e promoção da Festa Brava, da Cultura Ribatejana e da gastronomia tradicional. A mudança para Vila Franca de Xira aproximou ainda mais o grupo do universo tertuliano da cidade.
O próprio nome “O Chocalho” está perfeitamente ligado ao ambiente rural e ao mundo dos campinos e dos animais que fazem parte das tradições ribatejanas.
O Estoque
O Estoque é outra das tertúlias com forte ligação à vida da cidade.
Uma publicação da organização do Colete Encarnado descreveu-a como uma tertúlia muito ligada à família e ao amor por Vila Franca de Xira, tendo começado através da transformação de uma garagem num espaço de convívio. A sua história ficou também marcada pela presença de várias gerações de tertulianos.
Esta transmissão de geração em geração é uma das características mais interessantes do movimento tertuliano.
Os Farras
Fundado em 1990, Os Farras – Grupo Aficionado nasceu inicialmente ligado ao Carnaval. No entanto, sendo constituído maioritariamente por vilafranquenses e aficionados da Festa Brava, o grupo acabou por alargar os seus objetivos e assumir uma ligação muito forte ao Colete Encarnado.
A gastronomia, o fado e os toiros fazem parte dos seus interesses durante o ano, enquanto o Colete Encarnado e a Feira de Outubro constituem dois dos grandes momentos de convívio.
Uma das características apontadas ao grupo é também o gosto por receber pessoas de fora e criar momentos de confraternização.
Amigos do Dedal e do Tinto
Mais recente, mas já com uma presença significativa, encontramos Os Amigos do Dedal e do Tinto, fundada em 2005.
A tertúlia nasceu de um grupo de amigos e rapidamente criou uma identidade própria baseada no convívio, na amizade e nas tradições vilafranquenses. O espaço está decorado com fotografias e objetos relacionados com o Colete Encarnado, a Feira de Outubro e a cultura taurina.
A sua história foi destacada pelo Município na revista do Colete Encarnado, onde é apresentada como uma tertúlia em que a amizade ocupa um lugar central.
Os Amigos do Muro
Também merece destaque Os Amigos do Muro, fundada em 2011.
O nome explica parte da sua origem: o grupo nasceu depois de muitos anos de convivência entre aficionados que se encontravam junto ao muro adjacente à Praça de Toiros durante as largadas.
É um exemplo curioso de como os próprios momentos vividos durante o Colete Encarnado podem dar origem a novas amizades e, posteriormente, a uma tertúlia.
Uma cidade cheia de tertúlias
Estas são apenas algumas das tertúlias que fazem parte do universo do Colete Encarnado VFX. O roteiro oficial do Município apresenta muitas outras, incluindo A Charrua, Clube Taurino Vilafranquense, A Espora, Abre-Max, O Aficionado, Os Amigos do Tejo, O Autocarro, O Tentadero, Os Passarões, Zás e Vira, entre várias outras.
Mais do que simples espaços associados à tauromaquia, as tertúlias são lugares onde se guardam fotografias, cartazes, objetos antigos, histórias e memórias. Durante o Colete Encarnado, muitas ganham uma vida especial, recebendo amigos e visitantes e levando o ambiente da Festa para as ruas.
Para quem visita Vila Franca de Xira durante o Colete Encarnado, conhecer algumas destas casas é uma excelente forma de perceber que a Festa não acontece apenas nos grandes desfiles, nas esperas ou nos espetáculos.
A verdadeira alma do Colete Encarnado VFX também está nas conversas à mesa, nos petiscos, no fado, nas amizades antigas e novas e nas histórias que passam de geração em geração. É aí que se percebe que, em Vila Franca de Xira, o Colete Encarnado não é apenas uma festa de três dias. É uma tradição que vive durante todo o ano.
O que você achou deste artigo? ⭐⭐⭐⭐⭐

Comentários
Enviar um comentário